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(08-02-10, Bariloche, Argentina) - Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil, foi à Argentina para a apresentação mundial da primeira picape média da marca. Em seu discurso, ele perguntou o significado do nome Amarok, que em linguagem inuit (esquimó) quer dizer “lobo”. Segundo ele, o nome casa bem com a picape porque o lobo e a picape são espertos, inteligentes. Isso não ajuda muito o nome, que também lembra demais “A Maroca”, vulgo “fofoqueira”. Seja lobo ou fofoqueira, o fato é que a nova picape alemã atacará do mesmo modo: em bando.
O objetivo da Volkswagen com a Amarok, apresentada à imprensa mundial ao longo da semana passada e também durante a que começa, será enfrentar a concorrência nos segmentos de maiores vendas. Por isso que as primeiras versões a serem vendidas serão a diesel e com cabine dupla, duas opções que representam mais de 80% das vendas do segmento.
Não espere, entretanto, que a marca alemã vá ficar só nisso com seu projeto RPU (Robust Pick-Up). Há um mercado expressivo também para modelos com cabine simples e, no Brasil, com motores flex. A Amarok com cabine simples sai ainda este ano, enquanto a com motor flex está em desenvolvimento, sob responsabilidade da engenharia brasileira.
Seja como for, a primeira versão da picape com previsão de vendas no Brasil será a Highline, topo de linha, que cruza a fronteira só em abril deste ano. Será vendida em todas as concessionárias da Volkswagen no país, o que, por si só, já é uma vantagem competitiva: a rede de distribuidores da empresa é a maior do Brasil, com 736 concessionárias.
Como se trata de uma apresentação mundial, os preços da picape não foram divulgados, mas conversas com executivos da marca deixam claro que o valor deve ficar próximo de R$ 120 mil, valor da maior concorrente da Amarok, a Toyota Hilux, em sua versão mais sofisticada.
Apesar de equipada com diversos dispositivos de segurança e conforto, a Amarok chegará ao mercado com uma dificuldade grande: a falta de câmbio automático. Segundo os executivos da Volkswagen, essa é uma opção quase irrelevante no mercado argentino, mas eles se esqueceram de dizer que os maiores volumes de vendas da picape não serão no país vizinho, mas sim no Brasil, onde o mercado de picapes médias não para de crescer. E, no Brasil, picape de luxo tem de ter câmbio automático. Por ser novidade, em todo caso, é possível que a Amarok venda bem até a Volkswagen oferecer a opção. Além da versão Highline, a Amarok será oferecida também em sua versão básica e na intermediária, Trendline.
Com produção na fábrica de Pacheco, a Amarok será exportada também para Áustria, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Checa, Equador, El Salvador, França, Alemanha, Reino Unido, Guatemala, Itália, Jamaica, México, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, Rússia, África do Sul, Espanha, Holanda, Turquia e Uruguai. A produção anual será de 100 mil unidades.
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